A participação do KKS no câncer começou a ser desvendada no início da década de 80 com a identificação do papel de uma isoforma da calicreína tissular, conhecida como Prostate-specific antigen (PSA), como marcador de tumores de próstata. A partir de então diversas isoformas de calicreína começaram a ser consideradas marcadores em diferentes tipos tumorais ( Para ler mais: Yousef & Diamandis, 2003A ; Yousef & Diamandis, 2003B ). Hoje diversos estudos se concentram na determinação das possíveis funções do KKS nos fenômenos de transformação celular e no microambiente tumoral. Alguns dos efeitos mais interessantes dos componentes do KKS no câncer estão listados a seguir:
1) Ações da Calicreína . A atividade de calicreína está frequentemente aumentada nas células tumorais podendo mediar (Revisão interessante: Borgoño & Diamandis, 2004 ): 1.1) Ativação de metaloproteases degradadoras de matriz extracelular, promovendo aumento de invasividade tumoral (Para ler mais: Desrivières et al ., 1993 ) (Artigo muito interessante sobre potencial terapêutico: Wolf et al ., 2001 ). 1.2) Ativação de proteinase-activated receptors (PAR) - receptores acoplados a proteína-G ativados pela clivagem de parte de seu domínio extra-celular - levando a: proliferação celular, ativação de MAPK e aumento do influxo de cálcio intracelular (Hansen et al . 2007 ). 1.3) Processamento proteolítico de hormônios e fatores de crescimento que interferem no crescimento tumoral (ex.: fatores de crescimento insulina- like ) (Sano et al ., 2007 ; Ryan & Goss, 2008 ).
2) Ações da Bradicinina. Além do aumento da atividade de calicreína nos tumores, as alterações no microambiente vascular e a presença de células tumorais na circulação expressando proteínas ectópicas podem levar a ativação do sistema contato e a formação de BK. Algumas ações que a BK pode desencadear são: 2.1) Indução do aumento do influxo de cálcio, de proliferação celular e inibição de apoptose em células de tumor de pulmão ( Para ler mais: Bunn et al ., 1992 ; Greco et al ., 2005 ) (Artigo muito interessante sobre potencial terapêutico: Chan et al ., 2002 ). 2.2) Potencial pró-angiogênico no sítios tumorais facilitando a ocorrência de metástases (Para ler mais: Ishihara et al. , 2001 ). 2.3) Mediação da nociocepção em tumores ósseos ( Artigo muito interessante sobre potencial terapêutico: Sevcik et al ., 2005 ). 2.4) Modulação da permeabilidade vascular da barreira-hemato-encefálica (BHE): (i) Papel pró-metastático na instalação de tumores cerebrais ( Para ler mais: Zhang et al ., 2007 ); e (ii) ação de agonistas de receptores de BK em associação à quimioterapia facilitando o “ delivery ” de quimioterápicos em tumores cerebrais ( Artigo muito interessante sobre potencial terapêutico: Packer et al ., 2005 ).
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