E os genéricos?
Caros, uma breve consideração sobre medicamentos. Existem três grandes categorias de medicamentos: (i) os medicamentos de referência ou inovadores (são aqueles que foram pioneiros no desenvolvimento de um princípio ativo, tendo passado por todas as fases da pesquisa farmacológica, desde a prospecção e bioensaios, até os testes clínicos; geralmente carregam nomes "fantasia" conhecidos do público geral); (ii) os medicamentos similares (produtos produzidos baseados em um medicamento de referência específico após a perda de direitos de exclusividade sob a substância, e que contém o mesmo princípio ativo do medicamento de referência; podendo ou não serem vendidos com nome fantasia); e (iii) os genéricos (medicamentos que contem o mesmo princípio ativo de um medicamento de referência, que possuem mesma concentração, dose, forma de apresentação e farmacocinética que o medicamento original, tendo sido submetidos a testes de bioequivalência; não possuem nome fantasia, apenas o nome do princípio ativo e a identificação de genéricos. Atualmente, apenas os medicamentos genéricos são intercambiáveis com os de referência quando estes são prescritos, ou seja, o uso do genérico é permitido mesmo quando prescrito o original (desde que o profissional de saúde não faça ressalvas claras na prescrição sobre isso!). O similar só pode ser adquirido se na prescrição estiver indicado o princípio ativo a ser utilizado e não um medicamento específico. A grande diferença entre estes medicamentos reside no fato que apenas os genéricos (TODOS) já foram submetidos a testes de bioequivalência (que certificam que o genérico tem mesma farmacocinética que o original, garantindo que sua a quantidade e taxa de absorção/excreção são idênticas!!!). Isso garante que o genérico e o original DEVEM apresentar o mesmo efeito. Os medicamentos similares possuem sua eficiência testada, contudo, podem diferir em alguns critérios; o que pode as vezes fazer com que sua ação não seja idêntica ao original (em relação a parâmetros cinéticos). Para reduzir esse "problema" a ANVISA prevê que até 2014 todos os similares tenham sido testados quanto à bioequivalência. É esperar para ver...
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