A história da terapêutica ilustrada em um NOBRE relato de caso...

No século XVII, o Rei Carlos II (da Dinastia de Stuart) da Inglaterra era um famoso monarca que tinha a sua disposição os mais conceituados profissionais de saúde da época... MAS SERÁ QUE ISSO ADIANTAVA? Em uma bela manhã de inverno de 1685, o Rei, então com 55 anos, era barbeado quando caiu ao chão convulsionando. A crise parou, e seu estado não parecia ser tão grave, mas por via das dúvidas, seus médicos reais foram chamados. E estabeleceu-se seu tratamento...
1º tratamento: Sangria venosa do braço direito (½ litro)
Sem obter a melhora, escolheram o próximo tratamento...
2º tratamento: incisão no ombro e sangria por sucção (sic!)
Novamente, sem obter a melhora, escolheram outro tratamento...
3º tratamento: Um emético (vomitivo) e dois purgativos 
Novamente, sem obter a melhora, escolheram outro tratamento... 
4º tratamento: Enema com antimônio, sais, beterraba, flores, folhas, sementes
Novamente, sem obter a melhora, escolheram outro tratamento... 
5º tratamento: Repetir a cada 2h o enema e o purgante
Novamente, sem obter a melhora, escolheram outro tratamento... 
6º tratamento:  Raízes e pó de flores via nasal (o famoso esternutatório!) para induzir espirros!!!
Preciso dizer? Sem obter a melhora, escolheram outro tratamento... 
7º tratamento: Muitas bebidas e antídoto de Raleigh (extratos animais/vegetais) 
Sem mais alternativas, os médico optaram pelo tratamento que tudo curava e lançava mão de uma relíquia da época:
Último tratamento: a pedra de bezoar!!!
Que nada mais era que um concremente intestinal de animais, frequentemente ornamentado com jóias. Acreditava-se que tudo poderia curar!!!! Uma grande bobagem...
Resolução e progressão do caso do Rei: perda de consciência progressiva e repetidas crises convulsivas até sua morte agonizante após 4 dias de tratamento...
Acredita-se que se o Rei Carlos não tivesse recebido nenhum tratamento, não morreria...
Incrível, não?!
É importante conhecer a história para evitar que a época onde as atitudes não baseadas em evidências científicas reinavam e matavam... 
Faz muito tempo desde esse acontecimento, mas ainda ouvimos absurdos que parecem terem saído de livros de história...

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